“Homero é universalmente aceito como possuidor da maior capacidade de invenção em relação a todo e qualquer escritor. Virgílio, de forma justa, disputou com ele a consagração pela capacidade de julgamento, e outros podem ter suas pretensões no que diz respeito a demais excelências em particular, mas sua invenção permanece ainda sem rival. Nem é de espantar que ele já tenha sido reconhecido como o maior dos poetas, aquele que mais se destacou naquilo que é o próprio fundamento da poesia. É a invenção que, em níveis diferentes, distingue todos os grandes gênios: o máximo esforço do estudo, do aprendizado e da diligência, que domina tudo o mais, não é capaz de alcançá-la. Quaisquer elogios que possam ser atribuídos às obras dotadas de julgamento, nelas não há uma única beleza à qual a invenção deixe de contribuir: como na maioria dos jardins, a arte é capaz apenas de reduzir as belezas da natureza a uma regularidade maior, e tal imagem o olho comum consegue apreender melhor, e com ela é, portanto, mais entretido. E, talvez, a razão pela qual os críticos comuns sejam inclinados a preferir um gênio mais metódico e sensato a um grande e fecundo é porque acham mais fácil acompanhar um passo uniforme e constrito da arte do que compreender a vasta e variada extensão da natureza. A obra de nosso autor é um paraíso selvagem, onde, se não podemos ver todas as belezas de modo tão distinto como em um ordenado jardim, é apenas porque o número delas é infinitamente maior”. Alexander Pope.
Tradução e introdução Leonardo Antunes (UFRGS)
Prefácio Alexander Pope
- Peso em gramas: 900
- Dimensões: 22 x 15 x 2 cm
- Ano: 2026
- Edição: 1ª Edição
- Encadernação: Capa dura
- ISBN: 9786585066280
- Páginas: 960